Geralmente muito agitadas, falantes e até mesmo inconvenientes, as vítimas da hiperatividade são acometidas em cerca de 3 a 5% ainda crianças - entre 6 e 12 anos, mas 50% delas apresentam melhora do quadro na fase adulta. Por outro lado, a dificuldade em se concentrar e controlar impulsos pode estar “escondendo” certas características positivas, como: inteligência acima da média, talento criativo e desenvolvimento privilegiado do afeto e da intuição. Para Dr. Fernando Gomes, neurocirurgião livre docente do Hospital das Clínicas de SP, o tratamento adequado e reconhecimento do problema, ajudam a tornar as características positivas ainda maiores do que as negativas.
O médico explica que o problema está relacionado basicamente com o funcionamento dos lobos frontais e dos neurotransmissores dopamina, noradrenalina e serotonina. “Existem tratamentos neurológicos para esses casos que envolvem medidas pedagógicas, medicamento, neuropsicologia, psicopedagogia e claro, todo o apoio familiar”, orienta.
Medidas simples como encontrar um esporte prazeroso e de curta duração, cerca de 30 minutos apenas, e que não seja competitivo, mas sim interativo com outras pessoas, ajuda muito. “Uma opção interessante é dar preferência para as modalidades que não exigem contato físico, por exemplo, o tênis e a natação”, explica Dr. Fernando.
Os pais têm grande influência sobre o sucesso no desenvolvimento dessas crianças. “Os aspectos positivos e os bons resultados, quando aparecerem de verdade, devem ser elogiados. A punição excessiva e as críticas destrutivas precisam ser evitadas, pois podem provocar o rancor, a mágoa e diminuir a autoestima”, completa.

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