A mente é naturalmente programada para se distrair, isso porque o ser humano não é programado para estabelecer a concentração e receber os benefícios que esse ato pode proporcionar durante a execução de todas as tarefas do dia a dia - uma façanha necessária para a boa saúde mental e física. Para isso, a psicanalista e especialista em Educação Sistêmica Juliana Machado de SP ensina algumas táticas.
A boa notícia para quem tem dificuldade em se concentrar – em especial quando está sob pressão para encerrar o ano letivo - é que essa habilidade pode ser desenvolvida.
Isso porque o cérebro é plástico e pode se adaptar, como qualquer músculo, e os neurônios não param de serem produzidos ao longo da vida - por isso, mesmo que o ano esteja acabado ainda dá tempo de reaprender a se conectar consigo mesmo. Para ir contra a vontade que o pensamento tem de sair do foco que muitas vezes já está lá nas férias, a concentração pode ser treinada através de exercícios que ajudam a encontrar um estado mental que pode promover e otimizar a produtividade para encerrar o ano com chave de ouro.
Tentar, por pelo menos 10 minutos, não pensar em nada
“A habilidade de silenciar os pensamentos não é uma tarefa simples, mas se torna mais fácil com o tempo e eu garanto: todo mundo consegue”, afirma Juliana.
Desconectar-se
A dica da especialista é desligar as notificações de redes sociais e estabelecer alguns intervalos durante o dia para responder ou interagir com o celular – esse ato é essencial.
Estabelecer prazos para execução das tarefas
Uma das melhores maneiras de aumentar o foco é agrupar suas distrações e colocá-las em uma verdadeira “fila de espera”. Estabelecer horários de alta concentração, intercalados por uma pausa ou intervalos para diminuir o ritmo de trabalho, ajuda a terminar o tempo de trabalho e – consequentemente - a pausa. “A tendência é se concentrar no objetivo e não se distrair”, diz.
O melhor lado disso tudo é que quando a concentração é alcançada na sua plenitude, o cérebro naturalmente consegue economizar energia e isso melhora as noites de sono. “Sabemos que o cérebro é o órgão que mais consome energia e, além disso, está continuamente funcionando, mesmo durante a noite. E é nesse momento que ocorre uma restauração do sistema nervoso central, quando os neurônios conseguem passar informações entre eles adequadamente. Com isso, no dia seguinte, o cérebro consegue armazenar mais informações e a mente fica mais atenta e concentrada – é um ciclo que tem que ser consistente, a partir disso os benefícios serão infinitos”, finaliza Juliana.
Fonte: Juliana Machado - Psicanalista e arquiteta brasileira trabalha como educadora, há mais de 15 anos, desenvolvendo currículo e material de apoio para os cursos que ministra. Formou-se psicanalista pelo IBCP, aprofundando-se,a respeito dos percursos humanos. Formou-se em Educação Sistêmica (Bert Hellinger) pelo IDESV e estudou futurismo e novas economias, tornando-se Fluxonomista, curso idealizado por Lala Deheinzelin. Co fundadora e facilitadora do ALC São Paulo e estudante das metodologias ágeis aplicadas à colaboração e aprendizagem autodirigida.

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