A osteocondrite ocorre com mais frequência em homens jovens, particularmente depois de uma lesão de uma articulação ou após um trauma esportivo como uma torção durante a corrida. É mais comum no joelho, mas pode ocorrer em outras articulações como o cotovelo ou tornozelo.
Se a peça solta da cartilagem e o osso fica perto de onde se destacou, você pode ter poucos ou nenhum sintoma, e a lesão pode curar por si só. A correção cirúrgica pode ser necessária se o fragmento se solta e fica preso entre as partes moles (tecidos), se atrapalhar a mobilidade ou se a dor for persistente.
Sinais e sintomas
- O sintoma mais comum é a dor, que pode ser desencadeada por atividade física - subir escadas, subir um morro ou praticar esportes;
- Crepitação na articulação ou bloqueio. A articulação pode parecer ou ficar presa em uma posição, se um fragmento solto fica preso entre os ossos durante o movimento;
- Fraqueza articular;
- Diminuição da amplitude de movimento. Não ser capaz de esticar e dobrar a articulação como faz do lado contralateral;
- Inchaço e sensibilidade. A pele em torno de articulação pode tornar-se inchada e dolorida.
Por que acontece?
A causa exata é desconhecida. Pode ser uma redução do fluxo sanguíneo para a extremidade do osso afetado. Isto pode ocorrer por trauma repetitivo, pequenos e múltiplos episódios de lesões não diagnosticadas que danificam a extremidade do osso. Também pode haver um componente genético envolvido, fazendo com que algumas pessoas tenham mais tendências que outras a ter a OD.
Tratamento
O tratamento destina-se a restaurar o funcionamento normal da articulação afetada e aliviar a dor, bem como reduzir o risco de osteoartrite. Nenhum tratamento funciona igualmente para todos. Em crianças, cujos ossos ainda estão crescendo, o defeito ósseo pode curar com um período de descanso e proteção.
1- Conservador
- Descanso articular. Evite atividades que colocam estresse na articulação, como saltos e corridas. Você pode precisar usar muletas por um tempo, especialmente se a dor fizer você mancar. Seu médico também pode sugerir usar um imobilizador durante algumas semanas.
- Fisioterapia. Na maioria das vezes, esta terapia inclui alongamento, exercícios de amplitude de movimento e exercícios de fortalecimento para os músculos que sustentam a articulação envolvida. A fisioterapia é comumente recomendada após a cirurgia também.
2 - Cirurgia
Se os tratamentos conservadores não ajudarem de três a seis meses, você pode precisar de cirurgia para remover fragmentos soltos ou para recolocar os fragmentos de osso de onde se destacaram, caso sejam grandes o suficiente. A cirurgia pode ser utilizada para tentar preencher o defeito de cartilagem. Estes procedimentos podem ser realizados por via artroscópica - através da inserção de uma câmara de fibra óptica e instrumentos cirúrgicos através de pequenas incisões em torno da articulação.
O último procedimento usa a própria medula óssea da pessoa para ajudar a reconstruir a área danificada. Novo tecido rapidamente começa a crescer para preencher o espaço onde o fragmento de osso foi removido.
Prevenção
Atletas podem se beneficiar da educação sobre os riscos para as articulações associados ao uso excessivo. Aprender a mecânica e técnicas de seu esporte adequadas e participar de treinamento de força e exercícios de estabilidade pode ajudar a reduzir a chance de lesão. Existem alguns suplementos que prometem regenerar a cartilagem ou até mesmo estimular seu crescimento. Neste caso, procure um especialista em esporte!
Fonte: Ana Paula Simões é Professora Instrutora da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Mestre em Medicina, Ortopedia e Traumatologia e Especialista em Medicina e Cirurgia do Pé e Tornozelo pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. É Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia; da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte; e da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte.

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