SAÚDE

4 maus hábitos que estão acabando com a beleza da sua pele

Ainda dá tempo de modificar alguns hábitos e perceber grandes diferenças na pele. Confira as dicas de dois dermatologistas

4 maus hábitos que estão acabando com a beleza da sua pele É preciso ter o hábito diário de remover toda a maquiagem
Crédito: BANCO DE IMAGENS
Todo mundo sabe que a rotina skin-care é muito importante para a beleza e saúde da pele, mas mesmo assim alguns cuidados são negligenciados. Então é hora de fazer as pazes com sua pele, lembrando sempre dos passos de limpeza, com higienização complementar com tônicos ou águas micelares, assim como hidratação e fotoproteção, que são essenciais para manter a pele cuidada e saudável. “Consulte sempre um dermatologista para prescrição de substâncias rejuvenescedoras”, explica a dermatologista Dra. Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. 
 
Logo abaixo, saiba de quais maus hábitos você deve se afastar:

Dormir mal e com maquiagem
A falta de sono diminui todo o metabolismo do ciclo circadiano, o que compromete o tempo necessário para que ocorra o reparo e regeneração durante o período noturno. “Então isso afeta a produção natural de melatonina que também é parte da defesa antioxidante primária do nosso organismo”, explica a Dra Valéria Marcondes. Nessa questão, outro ponto também deve ser analisado: a forma como dormimos. “O fato de dormir com o rosto de lado ou de bruços ajuda a formar rugas dinâmicas importantes, e que muitas vezes nos fazem envelhecer mais assimetricamente com demarcações mais profundas das linhas e das rugas. O ideal é dormir com a barriga para cima”, conta.
Além disso, não durma de maquiagem, mesmo que às vezes o sono fale mais alto. “Para deixar a pele do rosto sempre bonita e saudável é preciso ter o hábito diário de remover toda a maquiagem, principalmente antes de dormir. E para auxiliar nessa tarefa, existe o demaquilante”, afirma o Dr. Jardis Volpe, dermatologista de São Paulo. Dormir com a maquiagem pode acelerar o envelhecimento da pele, causar alergias e até acne.

Não usar filtro solar todo dia
Com a exposição UVA e UVB em alta no verão, o protetor solar deve ser parte de sua rotina matinal como escovar os dentes. Mas também no inverno e em dias encobertos o produto deve ser usado, uma vez que as nuvens não conseguem bloquear os raios. “A exposição solar sem fotoproteção é o mais importante agressor da pele, que leva a um dano cumulativo, com consequente fotoenvelhecimento precoce, inflamação, manchas, melasma e um aumento do risco de câncer de pele”, afirma o Dr. Jardis. O filtro solar deve ter proteção eficiente contra as radiações UVA e UVB, mas também deve proteger da luz visível e da Infrared. Esse protetor deve contar com filtros físicos, como o óxido de zinco e dióxido de titânio, associados a filtros químicos para aumentar o grau de fotoproteção. Além disso, a exposição direta ao sol deve ser feita preferencialmente antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas, para evitar o dano oxidativo e a produção de enzimas que degradam colágeno, explica o médico.

Alto consumo de açúcar e carboidratos
A ingestão de açúcar em excesso na dieta colabora para um processo de glicação que é quando as fibras de colágeno e elastina endurecem por reagirem com esses açúcares. “Com isso, elas perdem a questão da maleabilidade, da flexibilidade, da sustentação e ancoragem da pele. O açúcar também está ligado, segundo estudos, ao aparecimento de manchas”, explica a dermatologista Dra Valéria. O acúmulo de AGEs (espécies avançadas de glicação) gera ação inflamatória e envelhecimento precoce de todo o sistema. “Para reverter esse quadro, é necessária a aplicação tópica e o uso de produtos via oral com ação antiglicante e desglicante. Mas a diminuição do açúcar na dieta é necessária”, explica. Atenção também aos carboidratos que viram açúcar no fim da digestão!

Fumar
O consumo de cigarro induz ao envelhecimento, já que as substâncias tóxicas presentes estão associadas à vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. “Isso traz consequências na perda da viço e luminosidade da pele, além de favorecer o amarelamento do tecido. Também há uma perda de firmeza por conta da oxigenação e nutrição diminuídas”, finaliza a Dra. Valéria.

JARDIS VOLPE: Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

DRA. VALÉRIA MARCONDES
Dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. 
 

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