Com
a chegada do verão, as pessoas tendem a praticar mais atividades ao ar livre,
frequentar piscinas e praias. Tudo isso contribuí para uma vida mais saudável,
mas também pode facilitar o contágio de doenças que se aproveitam da
vulnerabilidade dos lugares com grandes aglomerações, como é o caso da
conjuntivite.
A
oftalmologista Dra. Ruth Santo (CRM: 57390–SP) – professora assistente do Departamento de
Oftalmologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade
de São Paulo – HCFMUSP, alerta para os riscos. “O calor e a umidade aumentam a
chance de sobrevivência dos vírus e favorecem a disseminação da conjuntivite
viral, que é altamente contagiosa. A conjuntivite é uma inflamação dos olhos,
geralmente limitada, mas nos casos de inflamação persistente pode resultar em
prejuízo da visão”, explica.
No
Brasil, não há uma consolidação dos números de casos de conjuntivite. A
Fundação Altino Ventura (FAV)¹, de Pernambuco, atendeu 16.295 pacientes com a
doença, entre janeiro e março deste ano, número 800% maior do que o mesmo
período de 2017, quando foram atendidos 2.024 pacientes. Já no Paraná, o número
de casos de conjuntivite diagnosticados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)
de Cianorte chegou a 151 em três dias, também em março de 2018.
Os
cuidados devem ser constantes e, normalmente, a conjuntivite melhora
independentemente do tratamento, em torno de cinco a sete dias. Os sintomas
mais comuns são vermelhidão ocular, ardência, coceira, sensação de areia no
olho, fotofobia e secreção, que pode ser aquosa ou mais amarelada, geralmente
maior pela manhã.
Outro
tipo de conjuntivite infecciosa é a bacteriana. Pessoas com quadro de
ressecamento e diminuição da lubrificação ocular podem ser mais vulneráveis à
infecção. Para o tratamento podem ser indicados colírios anti-inflamatórios
(AINE).
“Evite
o contato com secreção e/ou pertences pessoais de outras pessoas, como óculos,
toalhas, maquiagens, entre outros. Lave sempre as mãos e não coce os olhos. Um
oftalmologista também pode receitar lágrimas artificiais para serem usadas
várias vezes ao dia. O cloro das piscinas pode alterar o pH da lágrima, mudando
a sua qualidade e resultando em má lubrificação, desconforto e ressecamento.
Além disso, os lubrificantes oculares ajudam a remover partículas
indesejáveis à superfície do olho”, detalha a especialista.

Comentários