Embora o nome
científico seja complicado, a lipodistrofia ginóide, ou a famosa celulite, é um
problema extremamente comum entre as mulheres. “A celulite é uma inflamação do
tecido adiposo, onde essas células gordurosas sofrem processo de alteração,
apresentando excesso de gordura no seu interior e deformidade da sua parede.
Então, as irregularidades acabam se projetando na superfície e levando à
formação de uma pele cheia de reentrâncias e ondulações”, explica a
dermatologista Dra. Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de
Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).
Por conta do
hormônio estrogênio, que está diretamente envolvida com o processo dessa
inflamação, a alteração é comum em mulheres, mas estão relacionadas a vários
fatores, entre eles o sobrepeso e a gordura.
“Mas muitas
mulheres magras também têm celulite e isso ocorre porque há um desequilíbrio
entre a taxa de gordura e a taxa muscular. Depende também de fatores genéticos:
existe uma predisposição familiar e pessoal, como uma tendência natural ao
edema. Além disso, as mulheres brancas caucasianas têm mais celulites que as
mulheres asiáticas e negras. A celulite ainda tem causas em problemas
microcirculatórios. Nós sabemos que 70% das mulheres que apresentam celulite
podem apresentar também alterações vasculares principalmente nos membros
inferiores”, diz a médica.
O começo do
tratamento requer mudanças de hábitos. Como os fatores de piora são: má
alimentação, sedentarismo (a falta de atividade física), baixa ingestão de
líquidos, abuso no consumo de industrializados, alimentos ricos em sódio,
açúcar e gorduras e tabagismo, a orientação dos médicos é melhorar a qualidade
da ingestão de alimentos, começar a praticar atividade física, não consumir
bebida alcóolica e muito menos fumar. Os cremes também podem fazer parte do
tratamento, apesar de terem ação limitada:
“Para melhora da
qualidade da pele, principalmente na textura da superfície, podemos associar
cremes com retinol, castanha da índia, chá verde, mas na forma de produtos que
sejam vetorizados e que consigam penetrar na superfície da pele e chegar até a
junção dermoepidérmica, melhorando o quadro de textura, irregularidade da casca
de laranja e o processo inflamatório superficial. Mas somente o uso desses
cremes não resolve ou cura a celulite. É mais um coadjuvante e uma maneira de
manutenção, prevenção e controle” finaliza a Dra. Valéria.

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