SAÚDE

Inverno rigoroso pode aumentar casos de infarto

De acordo com especialistas casos de infarto e outras doenças do coração podem aumentar com as baixas temperaturas, principalmente entre os idosos, cardiopatas e pessoas que ficam expostas ao tempo, como os moradores de rua

Inverno rigoroso pode aumentar casos de infarto

De acordo com especialista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), os casos de infarto e outras doenças do coração podem aumentar com as baixas temperaturas, principalmente entre os idosos, cardiopatas e pessoas que ficam expostas ao tempo, como os moradores de rua

Em São Paulo, o inverno chegou mais cedo. Com recordes, a temperatura média chegou à casa dos 3°C. O intenso frio aumentou os riscos dos moradores em situação de rua e outras pessoas que ficam expostas ao tempo, de desenvolverem doenças cardiovasculares. O cardiologista e diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) Edson Stefanini explica que, em baixas temperaturas, ocorre um aumento da atividade metabólica do organismo para ampliar a produção de calor e manter a temperatura corpórea. “Com isso, há mais esforço do trabalho do coração, o que pode desencadear descompensação de uma insuficiência cardíaca ou mesmo precipitar quadros de infarto do miocárdio ou arritmias”.

De acordo com o Censo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a capital paulista tem 15.905 mil moradores de rua. Segundo a prefeitura de São Paulo, existem 10 mil vagas fixas para acolhimento de moradores de rua e, emergencialmente, foram criadas 1.437, totalizando 11.437. Quase 30% dos moradores ficam desabrigados, aumentando o risco de desenvolverem diversas doenças, incluindo as cardiovasculares.

O cardiologia destaca que o consumo de alimentos quentes, como sopas, e o uso de agasalhos adequados são importantes para tentar reduzir os riscos à saúde e, especificamente, contribuem para a prevenção de doenças cardiovasculares. “Para evitar complicações, as pessoas que ficam expostas às baixas temperaturas devem manter-se agasalhadas. Além disso, o consumo de líquidos aquecidos é uma boa opção de aquecer o organismo”.

Segundo o especialista, os moradores de rua, muitas vezes idosos, já com cardiopatia ou não, às vezes abusam do álcool, com a falsa ideia de se proteger do frio, e acabam sofrendo hipotermia, com risco de morrer.

Cuidados no inverno

O especialista da SOCESP conta que no inverno os pacientes mais idosos e aqueles portadores de cardiopatias crônicas são os que têm maior possibilidade de desenvolver complicações. “As pessoas com maior propensão a doenças nesta época, como os idosos, cardiopatas e portadores de outras doenças crônicas, devem proteger-se das baixas temperaturas, agasalhando-se de maneira adequada, reduzindo a exposição ao frio, tomar os medicamentos de uso habitual e alimentar-se adequadamente. É importante destacar, também, o papel das vacinas contra gripe e pneumonia nesses pacientes, para se reduzir o risco de infecções pulmonares”.

Stefanini recomenda que as pessoas que ficam expostas ao frio e precisam trabalhar em ambientes externos, como seguranças e carteiros, dentre outros, devem manter-se bem agasalhadas, periodicamente aquecendo-se em um ambiente mais protegido, além de cuidar da alimentação e primar por um período de sono adequado.

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