O chocolate é produzido através da manteiga de cacau extraída da amêndoa do fruto e com o pó obtido com restante que foi processado. Estes ingredientes são ricos em ácidos graxos, ferro, zinco, polifenóis, ômega, flavonoides, entre outras substâncias que fazem bem à saúde.
Essas propriedades contidas nos chocolates são anti-oxidantes, anti-inflamatórias e termogênicas, o que contribui para o bom funcionamento do coração. Por isso, não é à toa que pesquisas realizadas por renomadas instituições mundiais indicam que o chocolate ajuda a baixar a pressão arterial, reduzir o colesterol, melhorar a circulação dos vasos sanguíneos e pode até diminuir a incidência de casos de acidente vascular cerebral (AVC).
Mas antes de sair devorando um ovo de páscoa inteiro, Dr. Edmo, pondera que é importante levar em conta dois fatores: a qualidade e a quantidade.
Alguns chocolates substituem a manteiga de cacau pela gordura hidrogenada, além de conter muito açúcar, leite e baixo teor de cacau em sua formulação. O consumo elevado desse tipo de chocolate com poucos nutrientes e muita gordura, ao invés de trazer benefícios ao coração, pode causar disfunções como obesidade, diabetes e dislipidemia. Levando-se em conta que quanto mais alto for o teor de cacau mais saudável e benéfico será o chocolate, o melhor é optar pelas versões meio-amargo e amargo
“É preciso ter cautela para afirmar que o consumo de chocolate reduz o risco de doenças cardiovasculares. E, também, não adianta nada consumir chocolate com alto teor de cacau e não manter uma alimentação balanceada. O chocolate sozinho não faz milagres. Mas pode comer um bom chocolate com moderação que vai fazer bem para o coração e para alma”, indica o cirurgião cardiovascular.
Doutor Edmo Atique Gabriel
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