Em tempos de dengue, zika vírus e chikungunya, os esportistas e praticantes de atividades físicas não podem dispensar o uso de repelentes para se proteger do mosquito Aedes Aegypti. A dica é da dermatologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Maria Bandeira. “Este produto deve ser passado antes de sair de casa, em todas as áreas expostas do corpo”, aconselha a especialista.
Não há repelentes mais ou menos eficazes para quem pratica esportes. No entanto, é importante ressaltar os princípios ativos aprovados pela Anvisa, como o IR 3335, o DEET a 20% e a Icaridina. “Todos são eficazes na proteção contra o mosquito, contanto que possuam estes princípios”, complementa.
A prática de exercícios ao ar livre se torna mais suscetível ao mosquito, principalmente nos períodos da manhã e tarde. “Durante a corrida ou com o corpo em movimento, o mosquito pode até ter mais dificuldade em picar, mas na hora do alongamento e descanso, o esportista corre riscos”, explica. As pernas são a parte mais vulnerável do corpo.
É fundamental aplicar o repelente até três vezes ao dia. “O suor elimina o produto com mais rapidez, o que gera a necessidade de reaplicação”, orienta a dermatologista. As pulseiras de citronela também podem ser usadas nos braços e pernas como complemento ao repelente. “Nunca como substituto, pois não são tão eficazes”, alerta.
Existem ainda outros métodos simples para se proteger do mosquito. “O uso de calças, blusas e camisetas compridas promovem uma espécie de proteção física contra o Aedes Aegypti, auxiliando, assim, o efeito protetor dos repelentes”, salienta a médica.
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