Levantamento foi encomendado pela SBH, SBI e AMB, que também anunciarão a criação de força-tarefa para enfrentar o subdiagnóstico, além de uma central itinerante de atendimento e detecção que percorrerá todo o Brasil
Em 28 de julho, às 11h, no anfiteatro da Associação Médica Brasileira (AMB), a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) promovem coletiva à imprensa para denunciar os problemas mais graves que ameaçam hoje os pacientes. A data marca o Dia Mundial das Hepatites e, além do alerta aos gestores e aos cidadãos, serão apresentados dados de pesquisa inédita do Datafolha, que mostra o desconhecimento da população sobre a Hepatite C e o seu subdiagnóstico.
No mesmo dia 28, ocorrerá o lançamento de campanha para detecção e avaliação da Hepatite C em unidades móveis no Estado de São Paulo. Trata-se de um projeto piloto que se estenderá por todo o Brasil. Ainda será anunciada a criação de uma força-tarefa da SBH, SBI e AMB para estimular os médicos de todas as especialidades a solicitarem exame para detecção da Hepatite C.
Realidade e Perspectivas
Estimativas indicam a existência de 2 milhões de infectados no Brasil, dos quais a maioria desconhece essa condição e menos de 5% deles já foram tratados e curados da doença.
“Levantamos esta discussão para reforçar aos colegas de outras Especialidades Médicas a importância de solicitar o teste a todos os seus pacientes com mais de 40 anos de idade. Esta faixa etária é a mais acometida pela hepatite C”, destaca dr. Érico Arruda, presidente da SBI. “Propiciar oportunidade de tratamento é essencial para elevar as taxas de cura da infecção”.
“Se não tratada corretamente, a doença evolui de forma silenciosa para manifestações graves como cirrose e câncer, com morbidades variadas e altas taxas de mortalidade. Espera-se para os próximos anos um aumento de 95% destes casos mais avançados no Brasil, se não forem tomadas providências urgentes para reverter o quadro”, alerta dr. Edison Roberto Parise, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.
TEMAS A SEREM DISCUTIDOS COM A IMPRENSA
- Conhecimento da doença e campanhas de estímulo à detecção da hepatite C (Dr. Edison Parise - Presidente da SBH).
- Propiciando oportunidade de tratamento, com altas taxas de cura da infecção. Repercussões na saúde pública (Dr. Erico Arruda – Presidente da SBI).
- As expectativas do paciente infectado - (Francisca Agrimeire Leite - Presidente de ONG ABC Vida, Ceará.)
- A participação da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo (Dr Marcus Boulos - Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo).
- Contribuição da AMB para a campanha (Dr. Giovanni Cerri – Presidente da Comissão Científica das Especialidades Médicas da AMB).
- Abertura ampla para perguntas de jornalistas e platéia
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