SAÚDE

Saúde Auditiva: A importância de ouvir bem mesmo em idade mais avançada

Conservar a capacidade de ouvir os sons da vida é fundamental na meia idade e na velhice; e o uso do aparelho auditivo traz o apoio necessário à conexão sonora com o mundo

Saúde Auditiva: A importância de ouvir bem mesmo em idade mais avançada

Manter uma atitude saudável perante a vida está cada vez mais difícil com a rotina frenética dos dias modernos. Mas, como diz a música, é preciso saber viver… e também envelhecer. Buscar alegria e relaxamento, por meio do convívio com familiares e amigos, é essencial. Para isso, precisamos nos manter conectados ao mundo; escutar bem os sons das músicas, das conversas, dos filmes, seja em casa, no cinema, no trabalho, nos parques, restaurantes ou casas de show.

Entre todas as dificuldades que afetam a vida de um homem na meia idade ou idoso, uma das piores é a perda auditiva. A surdez pode isolar o indivíduo de sua família e dos amigos. Pesquisa realizada pelo site Heart-it comprova que pessoas com surdez têm problemas de relacionamento. O que ocorre muitas vezes é um constrangimento, de ambas as partes, devido à dificuldade na comunicação, o que acaba por afastar os deficientes auditivos do convívio em sociedade, podendo acarretar até mesmo depressão.
“Falar sobre deficiência auditiva nunca é fácil, por causa da resistência que as pessoas têm em admitir a surdez. Mas trazer à tona o problema é a melhor coisa a fazer. Estudos comprovam que o tratamento da perda auditiva, geralmente com o uso de aparelhos auditivos, resulta em melhoras significativas na qualidade de vida”, afirma a fonoaudióloga Isabela Carvalho, da Telex Soluções Auditivas.

Segundo especialistas, muitas pessoas já experimentam algum grau de perda da audição a partir dos 40 anos, por causa do envelhecimento natural do corpo. O processo é diferente em cada um, mas aproximadamente uma em cada dez pessoas nesta faixa etária tem dificuldade para ouvir. Depois dos 65 anos, a perda auditiva, conhecida como presbiacusia, tende a ser mais severa. Por isso, o melhor é procurar um especialista aos primeiros sinais de surdez.

“O uso diário do aparelho e o apoio da família são essenciais para que o indivíduo resgate sua autoestima. Infelizmente, muitas vezes, quando se procura tratamento, o caso já ficou grave. A perda se dá de maneira lenta e progressiva e, com o decorrer dos anos, a deficiência atinge um estágio mais avançado”, explica Isabela Carvalho.

A maioria das pessoas com presbiacusia começa a perder audição quando há um declínio na sua capacidade de ouvir sons de alta frequência (uma conversação contém sons de alta freqüência). Portanto, o primeiro sinal de presbiacusia pode ser a dificuldade de ouvir o que as pessoas dizem para você. Os sons da fala com mais alta freqüência são as consoantes, como o S, T, K, P e F.

Cabe aos fonoaudiólogos indicar qual tipo e modelo de aparelho indicado para atender às necessidades do deficiente auditivo. O aparelho será então regulado para tornar os sons audíveis para o paciente.

Atualmente, há uma diversidade de modelos de aparelhos auditivos, com design moderno, quase invisíveis no ouvido – alguns são até mesmo invisíveis, pois ficam dentro do canal auditivo -, adequados para diferentes graus de perda de audição e que não ofendem a vaidade de quem usa. Então, por que não procurar logo uma ajuda?

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