SAÚDE

Incontinência urinária atinge 10 milhões de brasileiros

O escape pode vir junto com a tosse, espirro, quando está carregando peso e até durante uma risada.

Incontinência urinária atinge 10 milhões de brasileiros

A conhecida incontinência urinária pode ser durante ou depois da gravidez ou pelo enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico que avança com a idade. A médica geriatra Dra. Elaine Biffi, de São Paulo, explica que em muitos casos, existe tratamento.

"Mesmo sendo mais comum nas mulheres que já tiveram filhos, um estudo da Universidade do Porto, em Portugal, mostrou que 29% das pessoas que praticaram exercícios físicos de muita força, apresentaram incontinência urinária, mas o problema possui diversos tipos", diz a médica.

As variações podem ser de incontinência de urgência, caracterizada pela situação na qual a pessoa sente vontade de ir ao banheiro e se não for rápido, acaba escapando. "Essa acontece pela hiperatividade de um dos músculos da bexiga", explica acrescentando que "a de esforço” acontece quando a pessoa apresenta enfraquecimento da musculatura pélvica e então perde pequenas quantidades de urina ao realizar um esforço, como tossir, espirrar...e na incontinência por transbordamento a bexiga está sempre cheia e acaba vazando".

"O tratamento depende da causa, mas todos podem apresentar bons resultados com fisioterapia específica da região pélvica, enquanto alguns podem apresentar melhora através de medicamentos e até por cirurgia, basta procurar ajuda médica", completa a geriatra.

FONTE: Dra. Elaine Biffi

Médica graduada pela Universidade do Oeste Paulista - Presidente Prudente, SP, desde 2005 com residência em Clínica Médica (Presidente Prudente, SP) e em Geriatria pelo Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo, SP, desde 2010. Título de Especialista em Geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (2010) e docente na disciplina de Geriatria na Faculdade de Medicina do Centro Universitário São Camilo, São Paulo, SP. Atua como médica geriatra em consultório particular e em ambulatórios na cidade de São Paulo, SP. Participou como uma das editoras do livro: Geriatria Manual da LEPE (Liga de Estudos do Processo de Envelhecimento), lançado em 2014. Atualmente é aluna de mestrado em Gerontologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

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