SAÚDE

Falta de memória pode ser depressão

Não lembrar o nome de uma pessoa, esquecer um compromisso, um aniversário e até deixar de fora da mala algo essencial em uma viagem.

Falta de memória pode ser depressão

Nem todo esquecimento é Alzheimer

Não lembrar o nome de uma pessoa, esquecer um compromisso, um aniversário e até deixar de fora da mala algo essencial em uma viagem. Até as pequenas situações do dia a dia podem ser sinais de depressão. A médica geriatra Dra. Elaine Biffi, de São Paulo, conta que as queixas de esquecimento que tanto preocupam as pessoas, podem ser sintomas de depressão sim. Nem todo esquecimento reflete um problema degenerativo de memória como a doença de Alzheimer. “Uma das manifestações da depressão é a falta de atenção, que é decorrente de alterações dos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina) no cérebro, que acabam refletindo em alguns esquecimentos rotineiros”, explica.

A médica diz ainda que, só a falta de lembranças não significa necessariamente depressão, mas se ela vier acompanhada de desânimo, cansaço, insônia, ganho excessivo ou perda de peso, já é hora de se preocupar. “Nosso cérebro e corpo costumam dar sinais de que algo não está bem, por isso que qualquer indicação de anormalidade já deve servir de alerta. É normal na correria do dia a dia que alguma coisa fique esquecida, mas se a memória te deixar na mão principalmente com coisas que já faziam parte da sua rotina, é hora de buscar ajuda médica”, diz acrescentando que “para ter o correto diagnóstico, é preciso entender que nem todo esquecimento é Alzheimer e nem toda depressão manifesta-se com tristeza especificamente”, finaliza. 

FONTE: Dra. Elaine Biffi

Médica graduada pela Universidade do Oeste Paulista - Presidente Prudente, SP, desde 2005 com residência em Clínica Médica (Presidente Prudente, SP) e em Geriatria pelo Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo, SP, desde 2010. Título de Especialista em Geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (2010) e docente na disciplina de Geriatria na Faculdade de Medicina do Centro Universitário São Camilo, São Paulo, SP. Atua como médica geriatra em consultório particular e em ambulatórios na cidade de São Paulo, SP. Participou como uma das editoras do livro: Geriatria Manual da LEPE (Liga de Estudos do Processo de Envelhecimento), lançado em 2014. Atualmente é aluna de mestrado em Gerontologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

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