SAÚDE

Doença das Artérias Carótidas: uma das principais causas de derrame cerebral

As artérias carótidas são as principais estruturas responsáveis pela irrigação do cérebro, um tecido complexo, extremamente sensível e, sem ele, não seria possível pensar, sentir, ter lembranças ou emoções.

Doença das Artérias Carótidas: uma das principais causas de derrame cerebral

As artérias carótidas são as principais estruturas responsáveis pela irrigação do cérebro, um tecido complexo, extremamente sensível e, sem ele, não seria possível pensar, sentir, ter lembranças ou emoções. É o cérebro que define os seres humanos. Atualmente, sabe-se que quatro em cada dez acidentes vasculares cerebrais (AVC), ou simplesmente derrame, têm sua origem em uma ou ambas as artérias carótidas. São dois os mecanismos principais do AVC: no primeiro, ocorre o acúmulo de gordura e cálcio na parede da artéria (placa aterosclerótica), com estreitamento progressivo, impedindo o sangue de chegar ao cérebro; no segundo, fragmentos podem se desprender dessa placa e ocluir artérias dentro do próprio cérebro. Isso é chamado embolia arterial.

 

Derrames graves e extensos podem ocorrer repentinamente, mas, eventualmente, pode-se identificar alguns sintomas de alerta, o que permite o diagnóstico precoce e o tratamento que poderia evitar esse grave desfecho. Perda súbita de força ou alteração de sensibilidade em metade da face e/ou de um lado do corpo; perda súbita da visão em um ou ambos os olhos; alterações agudas da linguagem (dificuldade em articular ou compreender palavras) e do equilíbrio (vertigens) com náuseas e vómitos são alguns desses sinas de alerta.

 

A causa da doença nas carótidas é muito semelhante à origem do infarto cardíaco, tanto que existe uma forte associação entre ambos. Os fatores de risco modificáveis compreendem: tabagismo, obesidade, sedentarismo, pressão alta, diabetes e colesterol aumentado. Portanto, uma excelente forma de se proteger é modificar seus hábitos de vida e tratar os fatores de risco já existentes.

 

Indícios da doença podem ser verificados em uma consulta especializada e o diagnóstico inicial é feito por meio de exames não invasivos, como o ultrassom com Doppler das carótidas. Se houver alterações importantes, tais exames são complementados com outros mais acurados como angiotomografia, angiorressonância e até mesmo cateterismo arterial.

 

Casos com comprometimento leve e sem sintomas, normalmente, podem ser manejados clinicamente, por intermédio do controle dos fatores de risco e medicações que diminuem a chance de trombose (antiagregantes plaquetários) e agem na placa aterosclerótica (estatinas). Ocorrências com estreitamento muito acentuado ou embolização cerebral, comumente, precisam ser corrigidos por meio de cirurgia convencional ou métodos endovasculares. Cada caso deve ser analisado individualmente para a escolha da modalidade de tratamento mais adequada.

 

O médico Cirurgião Vascular é o único especialista que pode deter o conhecimento sobre todas as técnicas e, em conjunto com o paciente, definir a melhor forma de tratamento para a doença das carótidas. Os profissionais associados à Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP) têm acesso diferenciado a cursos de aperfeiçoamento, informação técnica e educação continuada, e, por isso, são altamente capacitados para o tratamento desse tipo de doenças.

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