Candidíase ou candidose são termos que designam infecção por fungos, especialmente o tipo Candida SP, que faz parte da flora do trato digestivo de pessoas saudáveis. Os principais causadores desse desequilíbrio são mudanças hormonais ou o uso de antibióticos. Ganhou este nome devido à formação de colônia branca ao cultivo, sem qualquer relação com a marca de água sanitária, confusão comum entre os pacientes. As infecções ocorrem quando há desequilíbrio local de alguns órgãos ou tecidos, se a pessoa possui doenças ou condições que afetam a imunidade, como o uso de medicação imunussupressora e corticóides e desnutrição, além de portadores de diabetes, de imunodeficiências congênitas ou adquiridas, entre outros.
“Cabe ao médico fazer o diagnóstico, prescrever o tratamento e identificar o que favorece o desenvolvimento da doença; enquanto ao paciente ou cuidadores, cabe implementar as medidas terapêuticas a fim de modificar as situações predisponentes”, afirma a dra. Maria Cecilia Rivitti Machado, dermatologista da Sociedade de Pediatria de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Principais sintomas
Os sintomas variam conforme o local comprometido. A forma mais comum na infância em crianças saudáveis é a candidíase oral, conhecida popularmente como “sapinho”, que causa manchas esbranquiçadas na mucosa oral e na língua. Outra manifestação frequente na infância é na área das fraldas, em que há manchas vermelhas e descamação, frequentemente confundidas com assaduras ou alergias. “Nas mulheres e adolescentes pode haver candidose vaginal ou genital, que se manifesta com corrimento e prurido genital intenso. É comum também, principalmente em pessoas que lidam muito com água, aparecer nas unhas, causando descolamento, e também, nos espaços entre os dedos das mãos”, esclarece dra. Maria Cecilia.
Com assaduras ou vermelhidão, pode ser acompanhada por descamação e prurido em áreas muito úmidas, como dobras da pele em bebês ou obesos, virilha, espaço entre os dedos dos pés ou prepúcio. Em doentes graves e imunossuprimidos, pode surgir como infecção sistêmica ou de órgãos internos.
Cuidados no verão e tratamentos
No verão, aumenta a incidência da doença devido ao uso de trajes de banho molhados por muito tempo, o que favorece a proliferação do fungo. Como a região fica úmida e quente, favorece o seu desenvolvimento. “O tratamento é simples e requer medicação antifúngica por via oral, cremes para uso local ou remédio sistêmico, a critério médico, e com modificações das condições predisponentes identificadas, se for o caso”, conclui a dra. Maria Cecilia.

Comentários