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29 de de 2017

Piercings na língua, bochecha e dentes: conheça os perigos

Especialista do Seconci-SP explica os principais problemas e procedimentos para higiene

Piercings na língua, bochecha e dentes: conheça os perigos

Alguns dos locais preferidos para o uso do piercing, de acordo com o especialista, são a língua e os lábios superiores e inferiores, regiões muito úmidas e que concentram alta quantidade de bactérias.

O uso de adereços metálicos como acessórios no corpo humano é uma prática que remonta a mais de cinco mil anos. Porém, se nos primórdios os piercings possuíam a função de diferenciar classes socais ou religiões, hoje o adorno adquiriu outro sentido e está ligado à moda e estética. Atualmente, é muito comum os jovens colocarem piercings na língua, bochecha e até mesmo nos dentes.

Contudo, o que muitas pessoas não sabem é que fazer perfurações na cavidade bucal pode trazer problemas para a saúde. “O interior da boca é uma área muito sensível em virtude da grande quantidade de tecidos vasculares. Por isso, se não efetuada corretamente, a colocação do adereço pode resultar em hemorragia”, explica Sylvio Varkala Sangiovani, dentista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção).

Alguns dos locais preferidos para o uso do piercing, de acordo com o especialista, são a língua e os lábios superiores e inferiores, regiões muito úmidas e que concentram alta quantidade de bactérias. Para evitar infecções, é imprescindível o uso de equipamentos esterilizados quando da abertura do orifício.

Outro tipo de piercing muito comum entre os trabalhadores da construção atendidos no Seconci-SP, segundo Sangiovani, são os chamados twinkle, ou piercing dental. “Nesse caso, um pequeno brilhante é colado no dente, que pode variar entre cristais de strass, ou mesmo ouro e pedras semi ou preciosas”, comenta o dentista.

O risco desse tipo de adereço é que a pedra seja colada em um dente com restauração, o que pode fragilizar a estrutura e causar uma fratura dental. “Outro problema é a questão da higiene dental pois, se a pessoa não realiza a limpeza adequadamente, pode ocorrer o acúmulo de alimento, causando cárie, inflamação na gengiva e, consequentemente, halitose”, esclarece o dr. Sangiovani. 

“Além disso, independentemente se o acessório é afixado no dente ou perfurado no tecido, todos os piercings podem ser ingeridos acidentalmente. E quando isso acontece a pessoa está suscetível a sofrer uma lesão estomacal e até mesmo perfurações intestinais”, ressalta.

Caso ocorra a ingestão do adereço, o indivíduo deve procurar atendimento médico imediatamente. “Também é importante buscar ajuda médica quando o portador do piercing perceber inchaço ou sangramento na região perfurada. No Seconci-SP, estamos preparados para auxiliar o trabalhador e seus familiares em todas essas emergências”, explica. 

 

Higienização

Devido aos riscos associados ao piercing na cavidade bucal, o especialista recomenda que as pessoas evitem a sua colocação na região. Contudo, para os trabalhadores que já utilizam o acessório, o dr. Sangiovani sugere que sempre lavem muito bem as mãos antes de manusear o acessório. “Isso evita a contaminação da boca com as bactérias presentes nos itens que estão sendo manipulados”, orienta o médico.

“A recomendação vale também para as pessoas que usam o piercing dental e de mucosa, mas nesses casos é necessária uma atenção especial quanto à limpeza. É preciso escovar muito bem a região onde o item está colado e, após o procedimento, finalizar com um bochecho do enxaguante bucal. Já para as pessoas que utilizam o acessório tradicional, com perfuração, o ideal é retirá-lo antes de cada escovação”, pondera.

Fonte: Sylvio Varkala Sangiovani

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