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12 de maio de 2017

Fone de ouvido em excesso pode causar perda auditiva

A professora de fonoaudiologia do Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE) Luciana Lucena explica sobre os cuidados com o som alto

Fone de ouvido em excesso pode causar perda auditiva

Mantenha sua saúde auditiva em ordem, atente-se.

A possibilidade de curtir música sozinho, mesmo rodeado de outras pessoas, vem desde os tempos do walkman. Mas foi com a popularização dos smartphones, onde cabe uma playlist quase infinita, que esse hábito se intensificou. Usar fones de ouvido diariamente, porém, requer cuidados especiais para evitar problemas na audição. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1,1 bilhão de pessoas dos 12 aos 35 anos correm o risco de terem perdas auditivas irreversíveis porque escutam música muito alta em fones de ouvido.

Outros dados da OMS revelam que o uso dos fones de ouvido por mais de 90 minutos por dia pode aumentar o risco de desenvolver zumbido ou perda auditiva em até cinco anos. Se se o uso for em potência máxima, as chances sobrem para 75%. Ou seja, barulho demais é a principal causa da surdez precoce. Segundo a professora de fonoaudiologia do Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE) *Luciana Lucena, a dica para evitar danos é usar o aparelho com segurança, levando em consideração não apenas a intensidade ou volume, mas o tempo de uso.

“Estudos mostram que o volume deve ser utilizado até 60% do volume máximo do celular, mais do que isso, pode causar, principalmente, perda de audição e zumbido”, explica. De acordo com a professora, sons a partir de 85 decibéis por um período de oito horas diárias e sem uso de proteção já pode ser prejudicial. Portanto, o volume não deve ultrapassar essa intensidade. “Via de regra, se a uma distância de um braço de outra pessoa houver necessidade de falar muito alto, é bem provável que esteja acima do limite”, conta Luciana.

Para evitar a perda auditiva por ouvir som alto, uma das sugestões é não utilizar fones de ouvido para compensar o ruído externo , afastar-se da fonte sonora por alguns períodos para permitir descansos auditivos, evitar ficar muito próximo às caixas de som e utilizar algum tipo de proteção auditiva. Caso não tenha sido feita a prevenção, como detectar a perda da audição, já que ela pode ser imperceptível no estágio inicial? Entre os sinais, a professora de fonoaudiologia do IDE diz que a pessoa começa a ter dificuldade em compreender o que outras pessoas falam, em especial em ambientes ruidosos.

“Apenas posteriormente surge a dificuldade em escutar. Normalmente, sintomas como zumbido e sensação de ouvido tampado surgem antes da dificuldade auditiva. Em qualquer um desses casos, deve-se procurar um médico ou fonoaudiólogo”, orienta.         Para aqueles que se expõem a sons intensos regularmente, como músicos, pessoas habituadas a utilizar fones de ouvido com frequência e pessoas que frequentam shows, devem realizar o exame audiométrico pelo menos uma vez ao ano.

Quanto antes for detectado o problema, melhores as possibilidades de soluções, como o do zumbido. Já a perda auditiva, se causada pela exposição a sons intensos, é irreversível e não curável. A boa notícia é que há tratamento para melhorar a qualidade da saúde auditiva, como o uso de aparelhos de audição. Por isso, a importância de consultar o especialista para identificar possíveis patologias e indicar os tratamentos. “Estamos percebendo o aumento no número de adultos jovens que ingressam na vida profissional já com algum tipo de perda de audição. Então, reforçamos que a saúde auditiva deve ser cuidada desde cedo para evitar adulto portadores de perda auditiva”, conclui a professora de fonoaudiologia do IDE Luciana Lucena.

 

Fonte: Luciana Lucena

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