Matérias

01 de de 2017

Estrias: como se formam, a melhor forma de prevenir e os tratamentos

vVocê sabia que nem todas as pessoas são suscetíveis ao aparecimento de estrias? Mas os hábitos podem influenciar. Entenda!

Estrias: como se formam, a melhor forma de prevenir e os tratamentos

A dermatologista argumenta que é possível recuperar completamente a região afetada.

Se você quer entender como se formou aquele “risquinho” branco logo abaixo das mamas, na região dos glúteos, nas pernas e em muitas outras partes do corpo, a dermatologista Dra. Thais Pepe explica: “As estrias se formam pela perda do colágeno na derme, que é o local que sustenta a pele. Existe um rompimento de fibras colágenas e elásticas pelo estiramento do local. Após o rompimento destas fibras ocorre um sangramento e assim, aparecem as estrias rubras, após a cicatrização do local elas ficam brancas. As estrias são cicatrizes na pele”, explica a médica, que é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Mas existem formas de prevenir a formação das estrias? Sim! “De maneira geral, o paciente deve evitar variação de peso (porque engordar e emagrecer repetidas vezes pode favorecer o aparecimento das estrias pelo estiramento da pele); hidratar a pele também é importante e usar derivados de retinóides”, afirma. Segundo estudo publicado no Journal Of The European Academy od Dermatology and Venereology*, as estrias acometem principalmente mulheres grávidas e adolescentes. “Quanto mais nova a mulher engravida, maior a chance de desenvolvê-las pois a pele é menos elástica”, afirma a médica.

A dermatologista argumenta que é possível recuperar completamente a região afetada e, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhor o resultado final. Uma novidade para o tratamento de estrias é a radiofrequência microagulhada Eletroderme, que traz microagulhas de ouro que penetram profundamente na pele, promovendo coagulação, aquecimento e reorganização das fibras de colágeno (danificadas pela acne). “As agulhas ultrapassam a epiderme, emitindo ondas eletromagnéticas apenas nas camadas mais profundas da pele, preservando a superfície. Isso faz com que o aquecimento chegue até a 70ºC, estimulando a produção de colágeno e refazendo as fibras rompidas”, explica a dermatologista.

Durante o procedimento, que dura em torno de 40 minutos, o paciente pode sentir leve aquecimento no local. Para que os resultados sejam satisfatórios, são necessárias, em média, três sessões com intervalos mensais. “O pós-procedimento tem recuperação rápida, bem como o retorno do paciente às atividades. É indicado apenas hidratar a pele. Em 15 dias já é possível ver os primeiros resultados. Os finais aparecem após quatro meses”, comenta. O procedimento é contraindicado para gestantes e pacientes com tendência à formação de queloide, e não deve ser feito em áreas do corpo com infecções.

Fonte: Dra Thais Pepe

Imprimir Enviar por email
  • Banner
  • Banner
  • Banner